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Quinta-feira, 09.06.05

Algumas coisas sobre o programa - Parte 1

Para as Au Pairs ou futuras:
Há sempre forma de resolver os vossos problemas. Nunca receiem deixar que a Conselheira interfira. Se a família fizer má cara depois disso, peçam para mudar. Pelo que eu soube, se a família não nos respeitar, até podemos mudar 2 meses antes do programa acabar. Se acontecer no último mês até nos podem mandar para casa mais cedo.
E, até vos digo: muitas vezes a culpa é nossa. Começamos a fazer porque eles são muito simpáticos e bons, ajudamos demais. Esses favores passam, mais tarde, a serem as nossas obrigações. E depois é ver raparigas que começaram a limpar a casa, a trabalhar a semana toda só com um dia de folga… No início é muito bonito, mas depois começa a cansar e já é tarde demais para saltar fora. Aliás, nunca é tarde demais. É muito difícil lutar por nós nesta situação. É que, por mais que aconteça à família, eles têm-se uns aos outros. Nós estamos sozinhas e tudo o que queremos é um bom ambiente dentro de casa. E por isso abdicamos de muitos dos nossos direitos. Não devemos. Se não lutarmos por nós, não é a família que o vai fazer.
Mas nem todas as famílias são assim. A Ciliana tem uma família espectacular, os da casa no lago. É para onde eu vou quase todos os fins-de-semana que posso. Estão sempre a convidar-me. Eles sabem da minha situação, aliás, acho que toda a gente em Salem e arredores sabe. Lógico que ninguém concorda com a família. Podem ser muito bons numas situações, mas há certas coisas que não se fazem. Pelo que sei, não vão ser autorizados a ter outra Au Pair.
Também conheço outras Au Pairs no meu grupo que têm boas famílias. Num grupo de 16, somos 3 as que nos queixamos.
Arrependo-me de não ter permitido a interferência da Nanette mais cedo. Se não tivesse resultado, eu podia ter, facilmente, mudado de família. No entanto, era uma coisa que eu não queria porque me liguei muito aos miúdos. E eu não vim aqui para deisistir. E foi por isso que levei isto até ao fim e aguentei tanta coisa. Embora tenha sido bem criticada!!!
Mas, é como diz a minha amiga Susana: por pessoas sem sonhos e que não aceitam a diferença na vida dos outros. Não é amiga?
Há coisas que correm mal em todo o lado, em todos os grupos em que estamos inseridos. Está certo desistir só por isso? Não há que lutar por alguma coisa??? Juro que há certas cabeças que não entendo. Não por falta de tentativas… Talvez por falta de capacidades!

Nós temos pessoas para nos ajudar. Aqui, no meu Estado, essas pessoas são incansáveis. Estão sempre disponíveis para ouvir e ajudar, seja no que for. Todos os elogios para a Nanette, o Dan, a Natalie, a Jessica e a Kathryn.
Eu acho que é um programa que está bem organizado. Não funciona sempre bem, claro. Há sempre as ovelhas ranhosas (famílias e Au Pairs).
Tudo desde o Seguro, as viagens, os constantes inquéritos acerca da qualidade. É como digo: muitas vezes corre mal porque nós permitimos.
Um ano passa bem depressa e, a não ser ser que estejamos com uma família óptima e numa cidade grande (tipo NY ou LA ou Chicago, etc), não vale a pena extender o programa. Já é muito tempo na mesma situação. E, gostando ou não disto, é uma situação um pouco redutora. Além de que o que recebemos não é nada de especial. Eu recebo mais porque tenho experiência e mesmo assim queixo-me. A maioria recebe menos 60dlrs que eu. Ok, não pagamos casa, comida nem carro. Boa vantagem… mas 200 dlrs por semana é quase nada. Eu que o diga, que só gastei e não juntei.

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por foreverthirtyfive às 12:56


2 comentários

De Carla a 14.06.2005 às 13:40

Óptimos conselhos que decerto ajudarão muitas futuras au-pair :)

De Susana a 09.06.2005 às 17:45

Amiga, é isso mesmo, gostei deste post, desta tua forma de ver as coisas e dos conselhos que deixas, não te rales com quem te critica ou com quem te tenta cortar as asas, só quem nunca sonhou voar, lutar, quem vive sem ambições, poderá fazê-lo, enfim, dont worry, a vida é dura, tem espinhos, tem mares revoltos, não é tudo simples e calmo, tranquilo e moldável, felizes são aqueles que conseguem superar essas dificuldades e trazer no sorriso a felicidade de ter vivido intensamente e não ser um "(...)quase(...)" como Mário de Sá Carneiro.. ;) Gostei do que escreveste, muito mesmo, beijinho, grande, minha amiga..

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