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Domingo, 24.04.05

News from the AmericaLand

Don't know why, mas a preguiça assalta-me forte e feio de 2 em 2 semanas. É cíclico. É parvoíce também. E, extremamente, difícil de lutar contra.

Bem, no fim-de-semana passado tivemos os nosso Cluster Meeting, o meu 10º. Já só vou a mais 2 :D e :(. Vou ter tantas saudades da Nanette e do Dan, my american Mom and Dad!!! Eles são umas pessoas EXTRAORDINÁRIAS. Todas nós, Au Pairs, devemos imenso a este casal que nos apoia, incondicionalmente. Já me dá um aperto no coração das saudades.
Como este é o mês cultural aqui, fomos visitar um museu que mostra como era a vida nos anos 1800, quando o Oregon Trail passou por aqui e cá deixou pessoas. (Epá, não sei se é bem assim. Cheguei 30 min. atrasada, para variar, não apanhei o princípio da explicação) O Museu era um conjunto da casas, daquela altura, com tudo o que era utilizado naquele tempo. Eu penso que aquelas casas foram usadas para outros propósitos, tais como oficinas e outros negócios, mas foram adquiridas pelas pessoas que agora tomam conta delas e tranformadas em museu para mostrar como era a vida naquela altura.
São tão giras e quase que se sente que houve vida ali dentro. Pela forma como as coisas estão expostas, até pela forma como a senhora se vestia e as explicações dela. Os truques de cozinha, os utensílios. Às crianças, raparigas, aos 3 anos era-lhe dada uma agulha para as mãos, para começarem a aprender a bordar. Quando chegavam à idade de casar, tinham que mostrar tudo o que tinham bordado para o enxoval, para ser aprovado pelo futuro marido. Outra coisa interessante, mas triste, é que a maior causa de morte nas mulheres e crianças, naquela altura, era burn to death. O sítio onde elas cozinhavam era uma lareira bem larga. As roupas que utilizavam, pegavam fogo com facilidade. As crianças que brincavam em torno da fogueira também morriam queimadas. Bem, uma visão bem triste desta vida.
Todos os dias da semana tinham uma tarefa específica: lavar a roupa, passar a ferro, lavar o chão, fazer o pão. Eu gostava e ter vivido na altura em que a vida era assim. Acho é que não me ia dar bem com a agulha!!!!
Depois desta visita cultural fomos para casa da Nanette comor gelados!!!!
Ah, há uma Au Pair nova, brasileira, no grupo. Coitada, andava atrapalhada com o inglês e os horários. Finalmente, falo português com alguém, desde que estou em Oregon. Alguém... pessoa em estado físico.
Ela veio no carro comigo, mais a Milla, a Ludi e mais outra que não me lembro. Aí, no caminho para casa da Nanette, soube de UMA BOMBA no mundo das Au Pairs. Uma coisa que, obviamente, não posso contar aqui. No entanto, não nenhum espanto que tal aconteça.
Na reunião em casa dos nossos American Parents tivemos uma conversa sobre o programa, sobre os aspectos negativos e positivos, também, em particular, em cada família e nas idas de volta ao país.
O nosso grupo tem 16 Au Pairs e, lógico que todas, têm aspectos negativos e positivos a apontar. A Nanette perguntou se recomendariam o programa. Todas disseram que sim excepto uma, de 26 anos. Diz que aprendeu muito mas que não recomenda. Eu aprendi muito mesmo e recomendo. Não é fácil, mas aí é que está o desafio. Se fosse fácil não tinha piada. As dificuldades da vida, os obstáculos é que nos fazem crescer.
Bem, a Ludi comunicou que ia acabar o programa mais cedo, vai-se embora em Julho, porque tem que começar as aulas da Universidade em Setembro. Depois veio o caminho todo a chorar porque ia ter saudades e isto e aquilo. Ludi=Au Pair da França, 19 anos e um pouco oportunista. O caso dela é típico de aprendizagem a próprio custo(que é assim que deve ser). Ela veio e, no início era meio antipática para toda a gente. É bonita e tal, os rapazes atrás dela, iam buscá-la e levá-la a casa, ela só telefonava quando precisava... Começou a levar com os pés. Quando foi o aniversário da Tammy, não foi convidada, obviamente. Uma pessoa que só telefona e dá atenção quando precisa de algo, é essa a resposta que leva. No entanto, foi. Claro que ninguém lhe deu muita atenção. Ela sentiu-se muito mal e desabafou com um dos nossos amigos. Disse que agora percebia que se tinha comportado mal em relação às pessoas daquele grupo. No entanto, de há uns meses para cá, 2, sensivelmente, a atitude dela começou a mudar. Bem simpática, vem ter connosco sem estar a pedir boleia ou outra coisa qualquer...
Quando ela vinha no carro comigo a chorar, depois do encontro, ela disse-me que tinha que voltar porque, sem os amigos dela não era ninguém. Totalmente errado. Se não somos ninuém sem os amigos estamos muito mal. isso não signifaca que não precisemos deles. Mas antes temos que ser alguém. E a Ludi aprendeu a lidar com outras pessoas e a domar o comportamento dela, porque, na vida, não temos quem nos apoie eternamente. Nem os apoios que temos agora são eternos. Se isso não foi aprendido na infância, tem que ser aprendido o mais depressa possível, enquanto o sofrimento é suportável. Como aconteceu comigo.
Lógico que nunca se aprende tudo e, não é aqui ou já, que se tem consciência dos frutos colhidos com esta existência.
Só tenho pena de ter descoberto este programa tão tarde. Adorava ter agora 21 ou 22, porque repetia, noutro sítio. Na França ou Itália, por exemplo! Ou na Irlanda. A Tammy adorou a Irlanda.

E assim foi o Fim-de-semana passado...

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por foreverthirtyfive às 09:03


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