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Segunda-feira, 27.09.04

Fim-de-Semana OUT, Dancing

000_0003.JPG(eu e a Milla, alema)A foto estava aqui como peca introdutoria do relato do meu fim-de-semana em Portland com as 'kissing girls'.Foi muito divertido. Finalmente fui e gostei muito. E acho que vou comecar a sair mais. A Jacqui mandou-me msgs a dizer que tinham saudades minhas e que a Phoebe perguntava muito por mim e tambem perguntava como tinham sido as coisas.E bom para mim estar fora, porque descanso da gritaria dos miudos (no entanto vou para outra...meio contraditorio!) e a familia pode passar algum tempo sem mim.Bem, fui na sexta as 8h para casa da Erika (alema). Quando cheguei, descarreguei a minha tralha (e quem me conhece sabe como eu sou) e la fomos para a Night. Fomos para um club chamado MC FADDENS. Engracado porque o porteiro, ao ver o meu BI (que pedem sempre), comecou a falar Portugues comigo. Ja tinha morado em Portugal. Bem simpatico. Durante a noite falei mais algumas vezes com ele. Ate foi comigo para me deixarem entrar noutro club ao pe daquele. Bem, bebemos, claro, mas nao muito. E dancamos: eu, a Erkia e a Milla, e mais alguns dos milhentos gajos que aquelas duas conhecem. Flitrtam com toda a gente. Sao demais. Conhecem um porteiro em cada sitio/club estrategico em Portland. Entram sempre sem esperar na fila. Elas la dao com o assunto. Eu vou atras delas, mas tambem ja me reconhecem.No sabado chegamos a casa as 5h30 da manha e no Domingo chegamos as 5h. Nunca pensei conseguir aguentar tanto.Os clubs normais fecham aqui as 2h da manha e depois tem uns poucos que fecham mais tarde, as 4h. O pessoal, after that, faz a festa na rua ou vao para uns snack bars onde comem e conversam. A noite de sexta aguentei-a bem, mas a de sabado... Fui dormir para o carro a espera delas! Sou EU!!!! Mesmo assim. Nao tenho muita paciencia para noitadas. No entanto, proxima sexta, la vou eu outra vez.Gosto muito de estar com a Erika e a Milla. Ah, a Erika depilou-me as sobrancelhas... Doeu!!!! Mas ficou giro!Elas sao muito queridas.Passamos a tarde inteira de sabado as compras num Centro Comercial chamado Clakamus. Nao e muito diferente dos de Portugal. Semelhante ao Forum. Alias, o Formu e mais giro!!!! Mas as lojas sao diferentes.Foi um bom Fim-de-semana.Eu estava a precisar de contacto com gente da minha idade.Aqui, normalmente, e so miudos e a Jacqui e ela a contar-me os problemas da vida dela e eu a contar os meus... Eu gosto muito dela, e muito querida. Mas eu tenho 25 e ela tem 40.Eu centro-me muito na Familia e quando ha coisas que eu nao gosto sofro mais, porque e so este o meu mundo.

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por foreverthirtyfive às 14:23

Segunda-feira, 27.09.04

A DIFERENCA ENTRE AS PESSOAS

E realmente uma diferença brutal, entre o comportamento das pessoas em Portugal (e aqui falo numa generalidade, pois conheço bem o povo português) e o comportamento das pessoas Americanas, e outras nacionalidades, no local onde vivo e outros que freqüento (Salem e Portland, por enquanto).

Eu vivi, ate aos 25 anos, em Portugal. Não viajei para fora, porque nunca tive grande necessidade de o fazer. Ate agora.
E triste quando comparo as pessoas de um pais para o outro. Os Portugueses são extremamente pessimistas, cruéis e maus uns para os outros. Eu tenho vários exemplos disso para referir, mas eu sei que toda a gente sabe do que eu estou a falar. Seja no mundo de trabalho, na escola, universidade, em casa, na net... E triste ver como as pessoas se sentem bem com o insucesso e infelicidade dos outros. E um comportamento que se costuma ver nas crianças, exercer o seu poder, de forma verbal ou física, e ver o que causa nos que as rodeiam. Os comportamentos que mais gostam de ver como reacção são o choro ou o medo nas outras crianças. Isto porque mostra que, de certa forma, imaginaria, dominam os outros. Isto faz parte do seu conhecimento e exploração do mundo. Mas será este um comportamento a manter? Será através do medo, violência, maldade que devemos manter as nossas relações com os outros, desconhecidos ou não?
No Jardim-de-infância onde trabalhava, antes de vir, tive uma muito ma experiência com 2 colegas de trabalho. É aquele tipo de pessoas que vão contar tudo o que se passa e não se passa aos chefes/patrões. Existem muitas deste gênero. Essas pessoas gostam de ver quando as outras são humilhadas pelos chefes. Normalmente, este tipo de comportamento vem aliado a um grande problema: o Sentimento de Inferioridade. Porque, quem esta bem na vida, não tem necessidade de ver os outros mal. A não ser que a sua formação pessoal não tenha sido boa.
Veja-se o exemplo aqui no meu blog. Qual o objectivo de fazer comentários como alguns que são feitos aqui? Maldosos e com intenção de incomodar? O objectivo e puramente a maldade. O que e uma característica do homem, a maldade. Mas esta não deve ser controlada? Leva-nos a algum lado? Sim, aquele sentimento de poder imaginário sentido pelas crianças. As pessoas gostam de ver reflectido nos outros aquilo que elas sentem: insegurança, fragilidade, baixa auto-estima… Penso que revela uma certa maturidade e evolução na pessoa o controlo deste tipo de sentimentos. Controlo em si, consequentemente, ajudando os outros. Que e para isso que vivemos. Para nos e para os outros, enquanto indivíduos e membros da sociedade. Se, praticamente, toda a gente tem o mesmo objectivo de vida “Viver e Ser Feliz”, e todos sabemos disso, porque e que havemos de tentar que as coisas sejam mais difíceis para o próximo?

Este e um tipo de comportamento que não tenho verificado aqui na América, pelos locais que frequento.
O maior exemplo que tive aqui de que a educação vem de pequenino e que os pais e a sociedade tem muito a ver com isso foi uma situação que ocorreu com a Phoebe, de 2 anos, e o Timmy de 4. O Timmy estava a tentar fazer algo meio complicado, que eu não me lembro o que era. Aos poucos ia conseguindo executar o que queria. Eu e a Phoebe estávamos a observa-lo porque ele não queria ajuda. Eu estava a tentar explicar como ele havia de fazer e a Phoebe, a medida que o irmão ia conseguindo, ia dizendo: Good Job, Timmy, good Job!!! Keep going!! Good Job! You can do it!!! Eu fiquei surpreendida! Os comentários dela foram muito mais preciosos para ele do que a minha ajuda. Quando ele acabou e conseguiu fazer o que queria, agradeceu a irmã primeiro. A diferença começa em pequeno.
Eu trabalhei com varias crianças de 2 anos em Portugal, e NUNCA ouvi este tipo de encorajamento. Aos 2, aos 3, 4, 5……
Esta pode ser uma sociedade com muita falhas, mas posso afirmar que a minha auto-estima aqui melhorou bastante. A vontade de me aplicar naquilo que faço, de continuar a fazer, etc. Porque todo e qualquer esforço aqui e valorizado com palavras e um sorriso na cara. E muito agradável.
Quando se vai a um supermercado, qualquer empregado que passe pergunta: is everything ok? Are you finding everythnig you need today? Do you neeed help? How are you today? Estes são exemplos de perguntas que eles fazem. Sempre com um sorriso e disponibilidade em ajudar. Quando acabamos de pagar as compras há sempre um empregado/a disponível para as levar para o carro, se nos quisermos. Não tem que se dar nada em troca, a não ser um sorriso e um agradecimento. E nisto que eu digo que eles aproveitam ao máximo os recursos humanos. Não em exploração, mas em quantidade de pessoas disponíveis para ajudar.
Houve pessoas que disseram que eu estava a ser explorada… Eu estava sim, em Portugal. A trabalhar como Educador de Infância e a receber um ordenado inferior ao de uma empregada de limpeza. Porque em Portugal e assim: quando se estuda e se tem um diploma e, muitas vezes, sinonimo de baixo ordenado. As empregadas de limpeza, não precisam de estudar para limpar, trabalham em vários sítios e ganham mais que muitos licenciados, o que era o meu caso.
Aqui trabalho mais 2 horas em cada dia, mas recebo bastante mais. Por vezes queixo-me, mas e verdade que a minha ‘Host-Family’ me paga a gasolina do carro, não interessa se a uso em viagens com as crianças ou se sou so eu, pagam as minhas contas de telefone (casa e tlm e Internet). Estou todos os dias ao telefone com a minha Mãe, e, a maioria das vezes, mas que 10 minutos. Também faço muita coisa por eles, para alem do meu trabalho. Portanto e uma questão de troca. Em relação a comida, tudo o que eu queira, eles também pagam. Alem de muitas outras coisas e para alem do dinheiro que me pagam pelo meu trabalho.
Na Universidade onde me vou inscrever, as pessoas mostram-se preocupadas e interessadas nas nossas dificuldades e fazem o melhor para ajudar. Contrastando enormemente com a Universidade que frequentei em Portugal e as outras todas. Mas caras, cansaço, falta de simpatia, falta de paciência, falta de ajuda, preocupação e interesse… Bem, tudo isto e o que se pode encontrar no pessoal administrativo de uma Universidade em Portugal. E em muitos outros serviços de atendimento ao publico.
Não e de admirar que me sinta satisfeita e com vontade de elogiar as pessoas com que contacto aqui.
Vou tentar que o meu irmão venha para cá, de forma a sair do mau ambiente em que vive. Para isso fui falar com a Mãe de uma das babysitters dos miúdos aqui. Aquela pessoa não me podia ter ajudado mais. Desde números de telefone, ideias para o trazer, o por a estudar, como lidar com ele, onde viver, o que fazer… E realmente muito diferente.

Quando eu disse aos meus amigos que vinha para cá, muitos franziram a cara ao povo Americano, porque o que tem em mente e o Bush. E com toda a razão, em relação a esse homem. Mas, para alem do Bush, há muito mais. Podem, muitas ter votado nele, mas são muito mais disponíveis para os outros e os ajudar, para sorrir, ser simpático que qualquer Português que tenha votado no Jorge Sampaio. Não estou a dizer que sejam melhores pessoas, porque em Portugal também as há (são e mais raras), mas que se preocupam mais com o próximo e uma realidade. Por trás da imagem negativa que as pessoas tem dos Americanos esta um sociedade extremamente organizada e que promove, sem duvida, os jovens e seu envolvimento na sociedade, desde pequenos.
Como eu costumo dizer: E muito a frente!!! Oxalá que a nossa sociedade Portuguesa consiga atingir este nível de organização e valorização pessoal.

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por foreverthirtyfive às 14:13


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